segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Um convite muito além do especial.

Espadas usadas no ultimo Nível.
Quando  comecei, já se vão algo em torno de dezesseis anos, minha jornada de vida no Ving Tsun , pegando carona no sucesso do no nome da página do meu Sihing  o Si Fu Thiago Pereira, como todo praticante imaturo, eu olhava para o fim do Sistema como objetivo, e sonhava que a conclusão o Nível Superior Final me traria a tão almejada habilidade corporal que tanto admirava em meu hoje Si Fu Júlio Camacho.



Mogun de Jacarepaguá 
Cheguei ao Mogun de Jacarepaguá, através de um praticante que estava na época acessando o Biu Ji, e pretendia que as transmissão fosse feita em meu domicílio, na época na Ilha do Governador, pois alegava que a distância da minha casa e do meu trabalho na cidade de Duque de Caxias inviabilizava uma frequência regular. Em pouco tempo percebi que mera pratica das técnicas nem de longe eram suficientes para me desenvolver dentro daquela estranha arte "inventada" por uma mulher, e seus aparentemente nada marciais exercícios.  Parecia que algo a mais era necessário, sem saber direito do que se tratava, mas já sentia uma forte impressão que tudo aquilo era uma poderosa ferramenta de desenvolvimento humano. Mas de fato era uma tola fé que um dia poderia estar num nível compatível ao meu então Sihing Júlio Camacho, que na época ainda não tinha completado os seis níveis que lhe permitiam formar sua própria família. Mas a maneira como ele, raramente, expunha seus impressionantes movimentos com eficácia e elegância,  me animava seguir adiante.

Mesmo tendo acessado na família Moy Yat Sang, e alcançado o Nível  Intermediário, minha ponte para dar segmento me parecia por demasia acidentada. Um série de problemas pessoais, familiares, doenças e crises me conduziram à errônea escolha de me afastar da continuidade nessa jornada. Na época se falava muito que o Cham Kiu era a fase do equilíbrio, e hoje pela luz da perspectiva do meu crescente entendimento que a verdadeira experiência marcial se dá da vida para a prática, e não o contrário como sempre acreditei, admito que tudo que me faltou na época era o tal do equilíbrio.
Meu Si Fu coordenando a prática

Quando retornei, há nove anos atrás, acessei o Biu Ji, mais uma vez me permiti que a peças pregadas pela vida me tirassem a linha central do meu propósito, e novamente graças a minha irregular frequência, já na família Moy Jo Lei Ou, não me permiti um consistente avanço, e muito menos uma a tão necessária via de mão dupla em razão do Kung Fu que já havia desenvolvido, através da minha disponibilidade para a tão necessária conexão com meu Si Fu em função de ampliar meus horizontes referentes ao que chamamos de Vida Kung Fu.

Após meu Baai Si (Cerimônia de discipulado) em 2013, me lembrando bem do que compreendi das palavras do meu Si Fu, apesar nada ter mudado ao ter me tornado Discípulo de XII geração na denominação Moy Yat Vin Tsun , depois do ato tudo mudaria, obviamente dependendo de mim. E de fato mudou, meu estreitamento relacional, após algumas viagens pelo mundo acompanhando o Mestre Sênior Julio Camacho e o apoiando da melhor maneira que pude na sua incansável dedicação à preservação e divulgação de nosso Legado que nos foi transmitido desde Yin Ving Tsun até sua Décima Terceira Geração na figura dos três discípulos do Mestre Thiago Pereira.
Um dos momentos mais emblemáticos da minha jornada onde me tornei Discípulo do Mestre Sênior Julio Camacho

Hoje como Diretor do Núcleo Ipanema, Membro do Conselho de Discípulos do Clã Moy Jo Lei ou, participante ativo na estruturação da Gestão Integrada, e dedicado ativamente ao projeto de internacionalização dos Núcleos da nossa família, eu me sinto inenarravelmente emocionado e honrado, e acima de tudo agradecido ao meu Si Fu Júlio Camacho, em ter sido por ele formalmente convidado ao acesso ao Domínio Baat Jaan Do nesse domingo de 05 de Fevereiro de 2018, para a LX Cerimônia Tradicional da Família Moy Jo Lei Ou, a ser realizada na data de Sábado 18 de Março de 2018, em concomitância com o Aniversário do Grão Mestre Leo Imamura, inauguração da sede do Clã Moy Jo Lei Ou e Lançamento oficial do Programa Fundamental. Garantidamente sem mais aquela sensação imatura que carreguei em todas minhas transições nos sistema de não estar pronto para tal desafio, pois de fato, completar mais essa Fase e ultima dessa fantástica ferramenta evolutiva deixou de me ser um mero objetivo, mas apenas uma natural consequência da minha presença dentre essa pessoas especiais que praticam essa arte marcial que mudou completamente minha maneira de encarar e agir nessa vida.

Trecho do Convite Oficial do Ato Cerimonial onde meu Si Fu Júlio Camacho faz menção ao meu nome e acesso.





terça-feira, 21 de novembro de 2017

Bastidores cerimoniais.

Irmãos Kung Fu Claudio Teixeira, Thiago Pereira e Rodrigo Moreira.
Quarta Feira dia Dois de Novembro, meu Si Hing  (irmão Kung Fu mais velho), o mundialmente famoso Mestre Thiago Pereira, me presenteou com o honroso convite de ser coordenador do Primeiro Baai Si (Cerimônia de Discipulado) de Décima Terceira Geração do Patriarca Moy Yat, celebrado sob sua direção na presença de Clã Moy Jo Lei Ou e convidados. Durante uma agradável manhã de feriado de finados, em reunião com os três discipulandos, pude participar da consolidação do nascimento de um sonho, onde Moy Fat Lei ( Nome Kung Fu do Mestre Thiago Pereira) seria inscrito efetiva e definitivamente como Si Fu de Décima  Segunda Geração na linhagem do Sistema Ving Tsun.










Rodrigo Moreira como apresentador formal dos discipulandos de 14ª Geração.
Sob os olhares de representantes do Clã Moy Jo Lei Ou, do Grande Clã Moy Yat Sang e demais convidados, eu confesso que senti um tanto do peso da responsabilidade de falar para um público tão distinto, e durantes os preparativos finais do Salão de Apresentação, entre acertos do roteiro, falas, posicionamentos de móveis e equipamentos, presumo que devo ter deixado transpassar tal desconforto emocional, quando meu Si Fu Julio Camacho em fez um discreto gesto me alertando para reduzir a formalidade da minha postura. O que causou mais insegurança ainda, porque de fato minha atitude mental estava toda estruturada em razão da  formalidade, e depois dessa solicitação eu tive que me realinhar no decorrer das atividades cerimoniais.


Mestre Thiago Pereira coordenando os convites do jantar
Após a belíssima cerimônia narrada em detalhes, como eu jamais conseguiria, na página  A Journey Of Ving Tsun Life  , meu irmão Kung Fu reuniu todos aspirantes a acessarem na família Moy Jo Lei Ou e futuro discipulandos do Si Fu Júlio Camacho para prepara-los para o convite que  seria feito no jantar. Um fato interessante pois essa atuação dinâmica de bastidores fazia o Mestre Thiago Pereira atuar em dois campos o tempo todo, numa preocupação de mobilizar indiretamente sua família como Si Fu e noutra de ser mobilizado como Todai do seu próprio Si Fu dentro do mesmo evento.


Eu, Alice Teixeira e Mestre Julio Camacho
Durante todo o jantar, tive o privilégio de poder observar como meu irmão Kung Fu e meu Si Fu se emocionaram nas homenagens, tanto em razão dos convites feitos para novos discipulandos e membros do Clã Jo Lei Ou, quanto nas falas dos membros da família Moy Fat Lei. E ao final  ainda tivemos tempo para a tradicional foto Si Fu Todai no corredor do restaurante com minha irmã Kung Fu mais nova mais especial (minha filha Maria Alice). Depois tivemos a pesada missão Kung Fu de  devorarmos uma mesa repleta do doce preferido do Mestre Thiago Pereira, suculentos e saborosos quindins feitos encomendado especialmente pelos seus zelosos e agora então discípulos.


Três primeiro Discípulos de Décima Terceira Geração da Linhagem Moy Yat na América Latina. Da esquerda p/ direita: Vitor Sá, Jaqueline Tergolina e Keith Markus. Sentados, estamos eu , Si Fu desses três , e meu Si Fu, Si Gung destes três.


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Matrix no Cine Kung Fu

Mestre Sênior Julio Camacho explanando suas considerações 
Sexta feira passada no dia primeiro de Setembro, durante a visita do Grã Mestre Leo Imamura ao Rio de Janeiro, como instrumento do Programa Moy Yat Ving Tsun de Inteligência Marcial, promovida pelo Núcleo Barra sob a supervisão do mestre Julio Camacho. Dentre as inúmeras atividades programadas para um fim de semana repleto de interações em mais alto nível de relacional em todas suas manifestações marciais ou não, foi-me deveras encantador participar do Cinemarcial, onde fizemos uma imersão pelo prisma do Kung Fu em três cenas selecionadas do filme Matrix (1999), promovendo uma nítida perspectiva dessa obra de arte do Cinema Moderno, revelando como um olhar estratégico pode dar uma nova simbologia ao roteiro em referência à própria vida .

Após avaliarmos criteriosamente três cenas fundamentais do filme, a escolha, pudemos promover um amplo debate onde a ótica marcial de nossa prática do Ving Tsun foi exaustivamente discutida dentre todos os participantes com explanações de altíssimo conteúdo e percepção tanto do meu Si Fu Júlio Camacho quanto do meu Sigung Leo Imamura.

Pudemos perceber como o Kung Fu nos é um poderoso elemento para que possamos nos libertar de nossa "Matrix" cotidiana, através de uma leitura acurada dos cenários da vida de uma maneira mais profunda que a visão desapercebida, de quem se submete à rotina sem parar para observar suas nuances. Assim como Neo foi conduzido por todo filme até sua "iluminação" através do exercício das suas escolhas conscientes, a relação Si Fu Todai nos permite experimentar uma mergulho dentro dos próprios anseios em busca de uma plenitude maior própria consciência.



terça-feira, 5 de setembro de 2017

Sistema Ving Tsun

Mestre Sênior Julio Cesar Camacho 
Julio Camacho é Mestre Senior da Moy Yat Ving Tsun Martial Intelligence, uma das mais respeitadas organizações do mundo na transmissão e preservação do Sistema Ving Tsun (aka Wing Chun, Wing Tsun) mundialmente conhecido, entre outras razões, por ter sido a arte marcial escolhida por Bruce Lee. É Em 1992, ano que inaugura sua jornada como transmissor de Ving Tsun Kung Fu, recebe o título de Tutor, qualified to teach the Basic Level of the Ving Tsun System, pela Moy Yat Ving Tsun Martial Intelligence. Neste mesmo ano, participa na cidade de São Paulo, do comitê de organização dos Seminários Internacionais com Patriarca Moy Yat e Grão-Mestres Leo Imamura (SP) e Miguel Hernandez (NY). Em 1993 participa de todos os cursos de professorado da MYVTMI, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, habilitando-se para a transmissão do Intermediário do Sistema Ving Tsun. Ano em que assume cargos gerenciais no Núcleo Rio de Janeiro.

O Ving Tsun é um sistema de Kung Fu. Atribui-se à Fundadora Yim Ving Tsun a sua integralização em seis domínios - Siu Nim Tau, Cham Kiu, Biu Ji, Mui Fa Jong, Luk Dim Bun Gwan e Baat Jaam Do - representados por listagens de dispositivos corporais de combate simbólico.
Carimbos referentes aos Domínios do Sistema Ving Tsun 
O emprego de dispositivos corporais para a constituição das listagens de um sistema, visando o desenvolvimento do Kung Fu, parece natural se for considerado que a experiência corporal é a mais próxima, a mais íntima, a mais direta e aquela que se pode menos duvidar para frustrar a atividade dicotômica do pensamento que petrifica a fluidez de uma tendência e impede que se perceba os sinais ínfimos da transformação que está por vir. Por sua vez, desde os tempos remotos, os chineses valorizam a simbologia do combate como uma experiência de premência de morte que potencializa a capacidade de dois pólos opostos se complementarem.
Concebidos a partir de uma conduta feminina, chi jit, os dispositivos corporais de combate simbólico, chamados de jiu sik, possibilitam desenvolver uma capacidade de adaptação que transforma o adversário no próprio potencial a ser explorado em um conflito.
Execução da listagem.

A determinação de seis elementos, em vez de limitativo, nesse contexto, pode ter um significado de algarismo extremo, que explora todas as possiblidades de mudança. Desde os tempos mais remotos, os símbolos foram associados a números. Ao associar os seis domínios do Sistema Ving Tsun com os hexagramas do Yi Ging, pode-se retomar a antiga ideia de associar um hexagrama a um sistema.  O ordenamento existente entre os seis domínios do Sistema Ving Tsun , além de apontar a evolução de sua complexidade relacional, indica também a distinção de quatro modalidades – um conjunto de homogêneos, composto pelos três primeiros, cujos nomes não explicitam a modalidade a que pertencem – o kuen faat -, a não ser por ausência de elementos externos; e um conjunto de heterogêneos, cujos nomes contêm referência explícita à modalidade em que se incluem, quais sejam: jong faat, gwan faat  e do faat.

A relação da estrutura hexagramática e a arquitetura de uma situação faz-se a partir do momento que dois trigramas são identificados e assim dois centros, são percebidos. É, por variação entre eles, que a “mudança” pode se produzir. Assim, contrariamente à fixação a que levaria qualquer monopolização devida a um centro único, a lógica de toda situação é a de uma regulação que, variando de um pólo a outro, como aqui entre os dois centros do hexagrama, permite que o desdobramento vá até o fim do caminho tomado. Essa duplicidade trilógica, promovida pelo hexagrama, enseja três fases, cujo conjunto é conhecido por “Sau, Poh, Lei”. Sau pode significar aceitar, manter, mas o Patriarca Moy Yat (9GVT) foi enfático: Sau, neste caso, quer dizer ‘obedecer’. Poh é ‘romper em pedaços’, para que possa ser investigado. Lei que quer dizer ‘separar’. Essas fases que potencializarão o Ving Tsun como um sistema de desenvolvimento de Kung Fu.
Mestre Julio Camacho praticando Chi Sao com seu mestre Leo Imamura. 


A função de um sistema de Kung Fu é estabelecer, em cada domínio, uma tipologia das disposições particulares que tem sido reconhecidas como as mais apropriadas para o desenvolvimento da excelência em uma determinada manifestação artística e cuja a experiência tem sido provida de mestre a discípulo, de geração a geração, como um legado. É a partir desta manifestação artística (no caso do Sistema Ving Tsun é a arte marcial),  que se pode estender para a conduta de outras atividades da existência humana.

Mestre Julio Camacho junto ao Patriarca Moy Yat
      


terça-feira, 27 de junho de 2017

Entrevista Mestre Julio Camacho Revista Mundo Marcial On Line (Interview granted by my Sifu Julio Camacho)


Reporte Jorge Ambrustolo entrevistando os Mestres Leandro Godoy e Júlio Camacho
Em 21 de Abril de 2017, foi publicada na revista Mundo Marcial Online a entrevista concedida pelo meu Si Fu Julio Camacho ao repórter Jorge Ambrustolo em meio a viagem à Argentina em que tive a oportunidade de acompanhá-lo em uma visita de integração do Grande Clã Moy Yat Sang ao Mo Gun do meu Si Suk Leandro Godoy, que nos proporcionou com todo zelo que é próprio à tradição de nossa linhagem o apoio para que meu mestre pudesse expor ao longo do artigo parte de sua percepção da cena marcial mundial, apoiada em sua vasta experiência neste mundo.

Trecho da entrevista  Chi Sao com meu irmão Kung argentino 
Na entrevista, dentre os inúmeros pontos frisados pelo meu Si Fu, posso destacar sua constatação de que cada núcleo da Moy Yat Ving Tsun porta consigo as características de sua liderança, frisando sua satisfação em encontrar na Argentina um alto nível de Kung Fu praticado de forma natural pelos alunos do Mestre Godoy não só no do ponto de vista técnico, mas principalmente no que é demonstrado e vivenciado no cotidiano e suas atividades corriqueiras.


Eu, meu Si Fu Julio Camacho e Meu Sisok Leandro Godoy em Buenos Aires
Meu Si Fu aproveitou a oportunidade para expor alguns de seus projetos, como o de visitar todas as escolas da Moy Yat Ving Tsun do mundo em razão dessa interação, com a possibilidade de se entrevistar suas respectivas lideranças e promover um documentário através desses e de contatos com os principais sinólogos existentes para fins de ampliar o legado cultural do nosso Clã. Ambos os mestres deixaram evidente durante a matéria o quão importante foi a nossa visita, não só pela oportunidade da troca de experiências técnicas, como pela própria manutenção da tradição que nos une em torno da perpetuação do sistema Ving Tsun.





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In April 21th of 2017, it was released in the Mundo Marcial Online magazine the interview granted by my Sifu Julio Camacho to the journalist Jorge Ambrustolo during the trip to Argentina in which I had the chance to accompany him in an integration visit of the Great Clan Moy Yat Sang to the Mogun of my Sisok Leandro Godoy, who provided us with all zeal that it is proper to our lineage tradition the support for master to expose throughout the article part of his perception of the martial world scenario, supported by his vast experience in it.

Backstage of the interview in Buenos Aires
In the interview, among the countless points marked by my Sifu, I can highlight his confirmation that each center of Moy Yat Ving Tsun carries within the idiosyncrasies of its leadership, reinforcing his satisfaction in finding in Argentina a high Kung Fu level naturally practiced by the students of Master Godoy not only in the technical point of view, but mainly in what is showed and lived in the day-by-day in its everyday activities.

My Sifu seized the opportunity to expose some of his projects, such as visiting all the Moy Yat Ving Tsun schools in the world in order to interact, with the chance of interviewing their respective leaders and promoting a documentary through these and through the contact with the most important sinologists with the purpose of expanding our Clan cultural legacy. Both masters made clear during the atical course how important our visit was, not only for  the opportunity to exchange technical experiences, but also for the maintenance of the tradition
that unites us around the perpetuation of Ving Tsun system.⁠⁠⁠⁠


domingo, 7 de maio de 2017

Kung Fu vai à universidade. (The Kung Fu goes to the university)


No dia 22 de Março de 2017, acompanhei meu mestre Julio Camacho num importante evento acadêmico na USP, no qual ele ministrou com mestria uma palestra sobre Ving Tsun Kung Fu durante a aula inaugural de Arte Marcial Chinesa, Cultura e Movimento do ano letivo de 2017, por convite do professor Walter Roberto Correia (docente responsável pela Disciplina do Departamento de Pedagogia do Movimento do Corpo Humano da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo). 


Mestre Julio Camacho ministrando palestra
Durante a aula, na qual esteve presente um heterogêneo grupo de alunos atentos, composto por graduandos e profissionais já estabelecidos em suas áreas, pude notar que, além da curiosidade em relação ao que seria uma palestra ministrada por um mestre de artes marciais, foi quase unânime a surpresa estampada nos olhares e expressada nas questões. Era inesperada tamanha riqueza no que foi explanado sobre ambos os temas que orientaram as duas horas de fala: a terminologia por de trás dos ideogramas 功夫 (Kung Fu) e a genealogia da fundadora de nosso estilo, Yim Ving Tsun. Assim fiquei com a nítida impressão de que inúmeros conceitos errôneos do senso comum sobre cultura e marcialidade foram desconstruídos do imaginário do público tão interativo.
Professor Walter entregando Certificado ao palestrante 

Foi de grande enriquecimento estar em uma das mais importantes instituições de ensino do país, dentre as cem mais bem rankeadas no mundo, graças ao seu dedicado corpo docente e seu imponente e impecável campus (que nos foi apresentado com orgulho pelo nosso zeloso anfitrião, que fez questão de mostrar as unidades e equipamentos indispensáveis para condução das disciplinas ali transmitidas). O evento marcou a metade de uma semana intensa de atividades que mais uma vez, por meio da interação e planejamento que uma vida Kung Fu promove, seguiu de forma a tudo dar certo e chegarmos à tempo no aeroporto, mesmo com uma agenda apertada, numa cidade que não perdoa deslocamentos de última hora graças ao trânsito. 

Turma de Arte Marcial Chinesa Cultura e Movimento USP
Fica então homenagem e gratidão ao nosso anfitrião, que nos deu a honra de participar de tão importante momento da trajetória do meu mestre, e deixou em aberto o convite para outras oportunidades.













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The Kung Fu goes to the university

Master Julio Caamacho 
On March 22, 2017, I accompanied my Si Fu Julio Camacho at an important academic event at USP in which he masterfully lectured on Ving Tsun Kung Fu during the inaugural class of Chinese Martial Art, Culture and Movement of the 2017 school year, by invitation of the Professor Walter Roberto Correia (lecturer responsible for the Discipline of the Department of Pedagogy of the Movement of the Human Body of the School of Physical Education and Sport of the University of São Paulo).

During the lesson, which was attended by a heterogeneous group of attentive students composed by graduates and already established professionals, I could note that in addition to the curiosity about what would be a lecture given by a martial arts master, it was almost unanimous the surprise written in their eyes and expressed in their questions. Such richness in what was explained on both themes that guided the two hours of speech was unexpected: the terminology behind the ideograms 功夫 (Kung Fu) and the genealogy of our style founder, Yim Ving Tsun. Therefore I was left with the distinct impression that numerous common sensical misconceptions about culture and martiality were deconstructed from the imaginary of such an interactive audience.

Cartificade given to the Master Julio Camacho
It was of great enrichment to be in one of the most important educational institutions of our country, ranked between the hundred best in the world, thanks to its dedicated faculty and imposing and impeccable campus (which was proudly presented to us by our caring host that made a point of showing units and equipment indispensable for conducting the disciplines transmitted therein). The event marked the middle of an intense week of activities that, once again, through the interaction and planning promoted by Kung Fu, followed in a way that everything went well and we arrived at the time in the airport, even with a tight schedule, in a city that doesn’t forgive last-minute displacements thanks to traffic.

Remains then tribute and gratitude to our host, who gave us the honor to participate in such an important moment in the trajectory of my master, and left open the invitation for future opportunities.⁠⁠⁠⁠






Tango, churrasco e chi sao

Eu e meu Mestre Júlio em visita ao mestre Godoy e discípulos
No mês de Abril, dando sequência ao meu apoio às viagens internacionais do meu Mestre Julio Camacho, estivemos em Buenos Aires em importante visita ao Mo Gun do meu Sisok (tio Kung Fu) Leandro Godoy, onde pude em mais uma fantástica experiência estrema de vida Kung Fu que só uma viagem com um mestre pode proporcionar . Costumo dizer, em tom de brincadeira com fundo de verdade, que quando eu for um Si Fu de Ving Tsun irei inserir viagens com o mestre como instrumento de transmissão na minha família, porque desde que comecei viajar com o meu Si Fu, é notório o evolução do nível do meu Kung Fu em todos os seus aspectos visíveis.

Si Fu Julio Camanho no familiar ambiente de Buenos Aires
Quanto mais viajo em função do Ving Tsun, mais me encanto com a beleza da diversidade de leituras do mesmo sistema, como se manifesta no cotidiano todo o zelo e respeito que nosso Grande Clã têm e a responsabilidade de cada mestre na busca pela transmissão e preservação desse legado. Em particular, essa visita à Buenos Aires me trouxe uma agradável experiência de conhecer um processo no qual escola e lar convivem no mesmo ambiente, proporcionando uma harmônica interação entre as famílias Kung Fu e a família do próprio mestre: fato que só é possível graças ao alto grau de compromisso e respeito existente na relação Si Fu-To Dai (mestre e discípulo). Fomos recebidos com muito esmero na residência do Mestre Godoy, onde meu Mestre Julio Camacho coletou material para seu novo projeto de entrevistas referentes ao Kung Fu, que em breve será lançado. Isso sem deixar de citar, é claro, de muito churrasco com mais alto padrão das carnes que redimem o pecado do exagero através do gostinho de quero mais.



Mestre Julio Camacho em raro momento de descontração 
Entre as tais refeições recheadas das melhores carnes que já tive o prazer de degustar, tivemos muitas práticas e atividades relacionadas à sempre apertada agenda de nossas viagens. Quanto a prática de Chi Sau, tive a honra de "rolar braço" em altíssimo nível com os alunos do mestre Godoy, no mais aguerrido padrão "hermano” de qualidade. Com destaque em meu irmão Kung Fu Mariano Giuliano, Dai Si Hing (irmão Kung Fu mais velho) da família de Si Fu Godoy, que me proporcionou bastante material de estudo e refino da minha técnica, recebendo ainda na Argentina ajuda de meu Si Fu neste processo.






Dentre práticas e compromissos sociais da Família Kung Fu, ainda pude acompanhar meu mestre Julio Camacho na entrevista concedida à revista on line Mundo Marcial, uma das mais importantes publicações virtuais da Argentina, onde mais uma vez ele pôde expor seu valoroso conhecimento sobre o Sistema Ving Tsun de Inteligência Marcial. Bom, quanto ao tango, deixemos para uma próxima oportunidade.





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Tango, barbecue & chi sau

In April, sustaining my support for the international travels of my Master Julio Camacho, we went to Buenos Aires in an important visit to the Mo Gun of my Si Suk (Kung Fu uncle) Leandro Godoy, where I had another fantastic experience of extreme Kung Fu life, which only a journey with a master can provide. In a joking tone filled with truthness, I often say that when I become a Ving Tsun Si Fu, I will turn travelings with the master a transmission device of my family, because since I started traveling with my Si Fu, the evolution of my Kung Fu level is notorious in all visible aspects.
Marter Julio Camacho in The Ving Tsun Master Godoy´s Scool  
The more I travel for the sake of the Ving Tsun, the more I delight in the beauty of the diverse readings of a same system, in how is showed in everyday life all the caring and respect that our Great Clan has and the responsibility of each master in the search for transmission and preservation of this legacy. In particular, this visit to Buenos Aires brought me a pleasant experience of meeting a process in which school and home coexist in the same environment, providing a harmonious interaction between the Kung Fu families and the master's own family: a fact that is only possible thanks to the high degree of commitment and respect in the Si Fu-To Dai relationship (master and disciple). We were received with great care in the residence of Master Godoy, where my Master Julio Camacho collected material for his new project of interviews referring to Kung Fu, soon to be released. Not to mention, of course, lots of barbecues with high quality meat that redeems the sin of greediness through the sensation of can’t get enough.

Interview to the magazine Mundo Maricial on LIne
In between those meals filled with the best meats I have ever had the pleasure of tasting, we have had many practices and activities related to our always tight traveling schedule. When it comes to the Chi Sau practice, I had the honor of playing chi sau at the highest level with the students of Master Godoy, in the most intense "hermano" pattern of quality. Highlighting my Kung Fu brother Mariano Giuliano, Dai Si Hing (Kung Fu older brother) of the family of Si Fu Godoy, who provided me lots of studying and refining to my technique, and still in Argentina, got help from my Si Fu in this process.

Among the practices and social commitments of the Kung Fu Family, I also was able to keep up with my teacher Julio Camacho to the interview for the online magazine Mundo Marcial, one of the most important virtual publications in Argentina, where he was once again able to expose his valuable knowledge about the Ving Tsun System of Martial Intelligence. Well, about tango, let's leave it to a future opportunity.